YouTube proíbe vídeos de discurso de ódio e supremacismo

Por Agência EFE

Os vídeos que divulgam discurso de ódio e supremacismo estão especificamente vetados a partir desta quarta-feira (5) no YouTube, segundo a nova atualização das políticas da plataforma contra estes fenômenos, informou a companhia em comunicado.

A fim de “eliminar o ódio e o supremacismo do YouTube”, o site decidiu proibir “especificamente os vídeos que afirmam que um grupo racial é superior a outro para justificar a discriminação, segregação e exclusão, baseada em qualidades como idade, gênero, raça, casta, religião, orientação sexual ou status de veterano”.

Desta forma, ficam fora da plataforma vídeos como os que promovem ou fazem apologia à ideologia nazista, que é “inerentemente discriminatória”.

Também serão eliminados conteúdos “que neguem que houve eventos violentos que foram documentados, como o Holocausto e o tiroteio na Escola Primária de Sandy Hook” (EUA) em 2012, no qual morreram 20 crianças e seis adultos.

O YouTube reconhece que parte deste conteúdo tem “grande valor” para pesquisadores e ONGs que procuram entender o ódio e assim combatê-lo, por isso está “explorando opções para colocá-lo à sua disposição no futuro”.

No entanto, a empresa afirmou que “alguns vídeos podem ser mantidos, já que geram debate sobre a legislação pendente e têm como objetivo condenar e expor o ódio e proporcionar uma análise de eventos atuais”.

Embora a nova política atualizada entre em vigor nesta quarta-feira, o YouTube admite que “levará um tempo” para que seus sistemas “cubram totalmente” o site e pouco a pouco expandirão a abrangência nos próximos meses.

A plataforma também quer reduzir “a divulgação de conteúdo delicado que está no limite do permitido”. Por isso, em janeiro, foi testada uma atualização do sistema nos Estados Unidos, e espera-se que ela esteja disponível em mais países no fim do ano.

O objetivo é limitar as recomendações deste tipo de conteúdo e informações errôneas, “como é o caso dos vídeos que promovem uma cura milagrosa para uma doença grave que na verdade é falsa ou nos quais se afirma que a Terra é plana”.

Uma vez aplicada esta última mudança, diz a nota, a quantidade de visitas que chegam a esses vídeos através das recomendações caiu em mais de 50% nos EUA.

 
 
 

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