TSE precisa de voto em papel para mostrar que software é honesto, diz especialista Amílcar Brunazo

Por Italo Toni Bianchi, Terça Livre

Amílcar Brunazo Filho participou do Boletim da Manhã na última sexta-feira (30), para falar sobre o sistema eleitoral, urnas eletrônicas e possibilidade de fraudes. O engenheiro é formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e falou, dentre outras coisas, sobre como são feitos os testes nos softwares das urnas eletrônicas.

O engenheiro explicou que a prova de que o software da urna é honesto passa necessariamente pelo papel. Segundo ele, o teste de votação paralelo feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) imprime o voto e filma tudo o que está acontecendo e, no papel, verifica se o que está ali é igual ao que foi digitado pelo mesário na urna. Ou seja, para dizer que funciona, no teste, precisam do voto impresso.

Amílcar também explicou o porquê a testagem por votação paralela não funciona e sua diferença para com o processo normal. De acordo com ele, no processo paralelo, após sorteio das urnas, o mesário libera o voto mediante senha. Portanto, basta que o software entenda, mediante esse processo, que o momento é de teste para habilitar o modo de votação ‘normal’, e não desviar a escolha digitada no painel.

“Vamos fazer o teste de votação paralela a gente vai pegar algumas urnas, sortear, levar para o TRE e vai pôr os votos, todo mundo olhando aqui para o que que a gente está fazendo, filmar e depois, no final do dia, vão contar e ver se está certo. Veja só, pra eles provarem que o software da urna impeça a votação paralela eles precisam do voto no papel, eles registram o voto no papel, o mesário lê o que tá escrito no papel e digita para gravar e a câmara tá filmando que o que tá no papel.”

O engenheiro citou o exemplo da biometria, que é capaz de gravar qual horário o eleitor está votando e quando o voto foi registrado (informação que é pública, segundo ele). Isto fica gravado em forma de passo a passo por hora e minuto quando liberado pela digital/senha do mesário e também registra qual foi o voto.

“Chega lá não tem eleitor para pôr o dedo na leitora e fazer o teste de simulação durante a votação, não é nem antes ou nem depois, durante. Só que não tem eleitor lá pra fazer uma biometria. Aí, depois que o mesário põe três vezes o dedo, ela vai perguntar se quer liberar por senha, o mesário digita uma senha secretíssima que é cinco, cinco, cinco, cinco, e essa senha libera urna abre para receber o voto, aí o fulano vai lá digita o voto impresso para mostrar que está igual ao que foi digitado. Aí grava voto liberado pelo mesário tal hora, tal minuto, voto computado”.

No entanto, o software maldoso pode entender que, ao ser liberado dessa forma, está em teste, e aí fazer tudo certo. E, no momento da votação oficial, trabalhar, ainda assim, de forma irregular (por qualquer regra lógica, seja métrica, matemática, período do dia ou outra forma que maquie a votação).

“Se o software da urna é honesto, leu e gravou certinho. Ele lê esse arquivo de log e entende ‘esse voto foi liberado pelo mesário, estou sob teste’, e grava o voto direito. Para eles provarem que o software é honesto precisam do voto impresso em papel, para conferir que o que foi impresso é igual ao que está na tela. Então, é único jeito né?. Só que na eleição normal não pode fazer isso, só se faz isso lá naquele teste. Então, para dizerem que funciona eles precisam do voto impresso.”

Outro formato usado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mencionado pelo engenheiro é o teste zerezimal. Ele explica que nesta opção não há como saber que há, de fato, zero votos na urna em questão, pois a única prova é o papel indicando isso.

Corroborando a fala do presidente Jair Bolsonaro ontem (29), ao dizer que não havia provas, mas indícios de fraude, Amílcar explicou que o sistema eletrônico brasileiro é projetado para não produzir registros materializados do voto, isto não pode ser feito. O engenheiro explicou que não há como provar o resultado final, a prova não é gerada e não há contraprova para se identificar nem que o resultado final de uma eleição está correto e nem que não está. Ou seja, tudo o que está à mão é indiciário.

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