A tortura psiquiátrica e o sofrimento indescritível que causa (Parte 2)

Por Joan Delaney, Epoch Times

Nota do Editor: O Epoch Times publica uma série de artigos que expõem o uso da tortura pelo regime chinês contra os grupos que ele persegue, assim como o sofrimento e os danos que causa a quem o sofre.

A tortura psiquiátrica é um dos métodos mais terríveis que o regime chinês usa para controlar aqueles que são rotulados como “interferindo seriamente com a ordem pública” e “perturbando a estabilidade social”. Praticantes do Falun Dafa, dissidentes políticos e cidadãos que se atrevem a protestar contra as políticas do regime muitas vezes recebem esses rótulos como justificativa para serem encarcerados em hospitais psiquiátricos, mesmo que não estejam mentalmente doentes.

O número de hospitais psiquiátricos aumentou em todo o país depois que a campanha de perseguição contra os praticantes do Falun Dafa começou em 1999. Nessas instalações e em outros centros de detenção, as autoridades administram à força drogas psiquiátricas aos praticantes para destruir sua vontade causando grande sofrimento mental e físico, forçando-os a “se transformar” (abandonar a prática).

Na Parte 1 deste artigo, descrevemos sete casos de pessoas com deficiência ou falecidas como resultado da administração forçada de drogas psiquiátricas, situações que foram condenadas pela Associação Mundial de Psiquiatria e outras organizações similares. Na parte 2, apresentamos mais casos como esses.

Drogas psicotrópicas causam muitos efeitos colaterais a uma mulher

Kong Qingmei, de 60 anos, esteve quatro vezes em hospitais psiquiátricos em um período de 15 anos. Embora ela estivesse perfeitamente saudável, a praticante do Falun Dafa era tratada como uma paciente com problemas mentais e várias injeções eram aplicadas nela, o que provocou diferentes efeitos colaterais.

Em 2005, um hospital psiquiátrico lhe ministrou drogas psicotrópicas contra sua vontade, o que causou a ela danos físicos e mentais. Ela começou a parecer mais envelhecida em relação à sua idade. Ela foi libertada depois de três meses, mas logo foi presa novamente e enviada para o Hospital Psiquiátrico Zutangshan, onde ficou detida por quatro anos. Lá, Kong recebia drogas psicotrópicas três vezes ao dia. As enfermeiras se sentavam sobre ela para contê-la e lhe introduziam drogas pela garganta. Ela passou a sofrer de fortes dores de cabeça, além de boca seca, e tinha problemas para falar porque sua língua estava rígida e inchada. Seus olhos também doíam. Ela mal conseguia andar quando eles a soltaram.

Reconstituição mostra uma mulher saudável sendo injetada à força com drogas psiquiátricas (Minghui.org)
Reconstituição mostra uma mulher saudável sendo injetada à força com drogas psiquiátricas (Minghui.org)

Kong foi presa mais duas vezes e enviada de volta para o mesmo hospital psiquiátrico, onde continuaram a administrar drogas desconhecidas de maneira forçada. A última vez que ela foi libertada, ela não podia andar e também sofria de fortes dores de cabeça.

Mulher foi acorrentada a uma cama de ferro e injetada à força com drogas que causaram paralisia

Em 24 de maio de 2001, a praticante do Falun Dafa Dong Jingzhe, de 32 anos, foi sequestrada de seu local de trabalho e enviada para o campo de trabalhos forçados de Longshan. À beira da morte depois de ser torturada, ela foi libertada em dezembro do ano seguinte.

Em 5 de março de 2005, Dong foi sequestrada novamente e enviada para o campo de trabalhos forçados de Masanjia, onde sofreu tortura física e mental. Os guardas a acorrentaram a uma cama de ferro e injetaram nela mais de 70 ampolas (cinco ampolas de 500 ml) por dia de uma droga desconhecida. A droga causou paralisia nas pernas. Muitos dos praticantes do Falun Dafa que estavam em Masanjia ficaram paralisados após terem sido injetados à força com o mesmo medicamento e com a mesma frequência de 70 doses por dia.

Dong Jingzhe (Minghui.org)
Dong Jingzhe (Minghui.org)

Um homem perdeu a memória e morreu devido a injeções forçadas de drogas

Em dezembro de 2001, Zhu Hongbin foi preso em seu local de trabalho e condenado a sete anos de prisão por ter livros do Falun Dafa em sua casa. Enquanto estava na prisão de Hongweixing, Zhu foi injetado com uma droga desconhecida que o fez desmaiar. Quando ele recuperou a consciência, sofreu uma grave perda de memória, incluindo da memória de curto prazo.

Zhu também foi submetido a torturas físicas brutais na prisão, incluindo privação de sono e comida, alimentação forçada que danificou seus pulmões e causou problemas cardíacos, e também foi amarrado e pendurado na parede por três dias.

Quando Zhu foi libertado em 29 de dezembro de 2008, estava muito abatido e fraco demais para andar. Ele morreu seis meses depois.

Zhu Hongbin depois de ser libertado da prisão (Minghui.org)
Zhu Hongbin depois de ser libertado da prisão (Minghui.org)

Drogas desconhecidas fazem mulher perder a memória e a capacidade de raciocínio

Quando Song Yanqun foi libertada em 20 de janeiro de 2014 da Prisão Feminina de Jilin sob liberdade condicional médica, ela pesava apenas cerca de 30 kg, e muitos de seus órgãos estavam funcionando mal como resultado de terem sido submetidos a vários tipos de tortura brutal. Ela cumpriu quase toda a sentença de 12 anos que recebeu por praticar o Falun Dafa.

Song Yanqun antes e depois de ser enviada para a prisão, em violação das leis da própria China (Minghui.org)
Song Yanqun antes e depois de ser enviada para a prisão, em violação das leis da própria China (Minghui.org)

Enquanto estava na prisão, Song, de 44 anos, fez greve de fome para protestar contra a campanha de perseguição contra os praticantes do Falun Dafa na China e devido a isso foi alimentada à força. Durante a alimentação forçada, drogas desconhecidas foram aplicadas a ela enquanto vários presos a seguravam. A droga não só entorpeceu todos os seus membros, mas ela também perdeu a memória e a capacidade de raciocínio. Ela também foi injetado à força com drogas, o que causou hemorragia e a deixou com numerosas perfurações de agulha na pele. Ela estava à beira da morte quando foi libertada.

Drogado regularmente durante anos, homem se torna mentalmente incapacitado

Yang Baochun foi torturado tão brutalmente no campo de trabalhos forçados de Handan em 2002 que sua perna direita teve que ser amputada. Para evitar a responsabilidade, os funcionários do campo de trabalhos forçados enviaram-no três vezes a um hospital psiquiátrico. Drogado regularmente ao longo de cinco ou seis anos, Yang tornou-se deficiente mental. Quando foi libertado em 2009, seu comportamento não era diferente daquele de um paciente com uma doença mental avançada.

Mulher de 32 anos morre no dia seguinte à uma injeção forçada

Em 11 de maio de 2001, Rong Fengxian foi presa e levada para um centro de lavagem cerebral, onde ficou detida em isolamento. Depois ela foi transferida para o Hospital Mental de Baoding, onde foi injetada com uma droga tóxica desconhecida. Rong, com apenas 32 anos, morreu no hospital no dia seguinte. O hospital pagou à sua família 7.000 iuanes (cerca de US$ 1.000) como compensação.

Rong Fengxian (Minghui.org)
Rong Fengxian (Minghui.org)

Injetado com drogas desconhecidas, homem sofre perda de memória em longo prazo

Em 24 de abril de 2004, o praticante do Falun Dafa, Fu Yao, foi levado a um hospital psiquiátrico na cidade de Harbin, onde foi injetado com drogas desconhecidas. Ele perdeu a consciência e sofreu perda de memória durante sete anos.

Mais tarde ele lembrou que esteve em um hospital por 21 dias, e lembrou que estava sendo injetado diariamente com drogas desconhecidas que o faziam sentir tontura. Ele babava, alucinava e não conseguia dormir.

 
 
 

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