Shen Yun: Valorizando a força masculina para refinar a dança

Shen Yun: Valorizando a força masculina para refinar a dança

Dançarinos do Shen Yun encenam a dança a peça “Guardas Imperiais Qing” (Cortesia do Shen Yun Performing Arts)

2014/09/11

NOVA YORK – Numa época em que bailarinos clássicos masculinos estão diminuindo, a formação de fortes dançarinos na Academia de Artes Fei Tian tem sido particularmente notável.

Xinglong Wang, um homem alto e robusto dançarino de Sydney, Austrália, tem atuado com a Companhia Internacional do Shen Yun, uma das três companhias do Shen Yun que faz turnê pelos palcos do mundo.

Como boa parte de seus companheiros dançarinos, o Sr. Wang era proficiente em balé, ginástica e dança moderna, mas nunca antes havia se desenvolvido na dança clássica chinesa, uma disciplina que exige muito além das técnicas.

“Antes de vir para a Academia Fei Tian, eu também não estava familiarizado com a dança clássica chinesa”, disse Wang. “Mas à medida que era gradualmente treinado nessa forma de dança, percebi que era um sistema extremamente distinto e muito diferente de todos os outros.”

Além da fantástica flexibilidade exigida comumente em diferentes formas de dança, Wang teve de dominar técnicas acrobáticas, incluindo saltos, giros, mortais, etc. No entanto, nada se compara à compostura e à forma, que vêm apenas com o tempo e que são características únicas da dança clássica chinesa.

“Acho que tudo tem relação com o temperamento, o temperamento da dança”, disse Wang num tom apaixonado combinado com dicção sucinta.

A dança para o Sr. Wang não significa nada suave e florido, como poderia se esperar. Além de familiarizar-se com a longa história da cultura chinesa, que a dança clássica chinesa tem intimamente associada, ele teve de desenvolver seu atletismo, força e técnicas aéreas, que a Fei Tian exige dos bailarinos e que o Sr. Wang disse ter levado quase um ano para finalmente se ajustar.

Sucesso global

No entanto, uma vez chegado ao palco, seu desempenho foi excelente. Desde que tem atuado pelo Shen Yun, o Sr. Wang e seus colegas têm agraciado os teatros de toda a Europa, Canadá e Estados Unidos, incluindo o Palais des Congrès de Paris, o Internationales Congress Centrum em Berlim e o Civic Opera House em Chicago.

“Nós realmente gostamos”, disse a ex-bailarina e vocalista Carol Chatterton numa entrevista após assistir ao desempenho do Sr. Wang e de seus colegas em Chicago em abril de 2012. “Eu simplesmente amei as mulheres, elas são tão elegantes. […] E os homens estavam maravilhosos…”

O Sr. Wang disse que gosta de fazer parte das danças masculinas em grupo, particularmente da peça “Guardas Imperiais Qing” do programa da temporada de 2012, que retrata a última dinastia chinesa, a Qing, fundada pelo grupo étnico manchu do norte da China. Embora dure apenas três minutos, a peça mostra os guardas imperiais Qing vestindo os típicos chapéus cônicos e empunhando leques como armas, que “encarnam um espírito de força, dignidade e refinamento”, conforme explicado no programa.

“Essa dança dá força e poder especiais”, disse Wang. Esta peça majestosa também capturou o coração do engenheiro Steve Osmond e de sua esposa Jo, quando o Shen Yun esteve no Reino Unido.

A Sra. Osmond, parte da audiência lotada no London Coliseum, disse que gostou particularmente dos Guardas Imperiais Qing. “Gostei daquela com os dançarinos da corte com leques; muito incomum, o som dos leques.”

Dançarino com caráter

Além dos folclores e lendas que colorem a história da China, do Imperador Amarelo à próspera Dinastia Tang, os minidramas do Shen Yun também incluem aqueles que retratam a China moderna, como a injustiça enfrentada por praticantes do Falun Dafa em meio à perseguição do Partido Comunista Chinês.

O Sr. Wang assumiu várias vezes o papel de um praticante dessa disciplina de meditação tradicional, inclusive na peça de encerramento: “Antes do desastre, o divino resgata”.

“Quando estou no papel, quero transmitir ao público que o Falun Dafa é reto e que o regime chinês está perseguindo a prática”, disse Wang. “Queremos permitir que a audiência se conscientize do que se passa nesta perseguição. Acho que é bom que isso faça parte de nosso programa.”

Uma vez familiarizado com esta forma de dança quase perdida e suas lendas e contos associados, o Sr. Wang tem se destacado com persistência, seriedade e busca da perfeição.

Mas ele permanece realista e coerente consigo, mesmo que seus colegas elogiem seu trabalho duro e suas qualidades. Regularmente, o Sr. Wang passa cerca de 20 horas por semana em sessões de treinamentos e mais 25 horas em ensaios.

Numa rara empresa de artes cênicas que valoriza o caráter íntimo tanto quanto o talento, o Sr. Wang diz que pretende continuar dançando com Shen Yun. “Gosto de fazer parte deste grupo. Esta companhia de artes é muito especial para mim. Todos no grupo são muito esforçados. Acho que fazer o que faço agora é muito significativo.”

Para mais informações, visite: ShenYunPerformingArts.org