Rússia compete com China por vendas de armas ao Paquistão

Por Frank Fang, Epoch Times

Durante anos, Pequim tem sido o maior fornecedor de armas para Islamabad, considerando as compras de defesa como um elemento-chave de seus laços estreitos. Agora, a Rússia está procurando entrar no mercado de armas paquistanês.

A agência de notícias russa RIA Novosti, informou em 15 de abril, que o Paquistão manifestou interesse em realizar uma enorme compra de equipamentos militares russos, citando comentários de Konstantin Makienko, vice-diretor do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias de Moscou.

A fatura total pode chegar a US$ 9 bilhões, segundo Makienko, que acrescentou que o Paquistão provavelmente compraria jatos russos de combate pesado e médio, sistemas de defesa aérea de médio e curto alcance, helicópteros de combate, tanques e navios de guerra.

Makienko citou dois tipos de equipamentos militares russos que provavelmente estariam na lista de compras de Islamabad: o novo caça russo MiG-35 e o helicóptero de transporte pesado Mi-26T2.

As autoridades paquistanesas não confirmaram essa compra planejada, nem a mídia paquistanesa informou sobre isso até agora.

Mas Makienko observou que, dada a natureza pouco competitiva do mercado militar no Paquistão, que é dominado pela China, a Rússia provavelmente receberia condições extremamente favoráveis nos contratos de compra.

Ele acrescentou que o Paquistão não fez pedidos como transferência de tecnologia ou localização de produção como termos para qualquer compra.

A China forneceu armas no valor de mais de US$ 6,4 bilhões para o Paquistão, de 2008 a 2018, tornando-a a maior fornecedora do Paquistão, segundo dados do instituto independente de pesquisa de armas SIPRI, seguida pelos Estados Unidos com US$ 2,5 bilhões e a Itália com US$ 471 milhões em armas.

Atualmente, os jatos fabricados na China formam a maior parte da frota de caças do Paquistão: o Chengdu J-7 e o JF-17 Thunder. O primeiro foi modelado com base no jato russo MiG-21, enquanto o segundo foi desenvolvido em conjunto pela companhia aeroespacial paquistanesa Pakistan Aeronautical Complex (PAC) e a chinesa estatal Chengdu Aircraft Corp.

Em 2016, um dos maiores acordos de armas entre a China e o Paquistão foi assinado, com a venda de oito submarinos chineses de ataque diesel-elétrico fabricados pela China Shipbuilding Trading Corporation, a serem entregues à Marinha do Paquistão até 2028, de acordo com o jornal de língua inglesa do Paquistão, The Express Tribune.

Além da venda de armas, houve outros sinais recentes de que a Rússia e o Paquistão planejam melhorar seus laços militares.

Em 24 de março, a Agência Federal de Notícias da Rússia (FAN), relatou comentários do major paquistanês Asif Ghafoor sobre a expansão da cooperação de defesa entre Moscou e Islamabad. Ghafoor disse que pode haver mais contratos militares entre os dois países, já que o Paquistão acaba de receber suas ordens de helicópteros de ataque russos Mi-35, uma compra feita em 2015.

Uma semana depois, em 30 de março, autoridades do Ministério do Exterior do Paquistão disseram ao jornal local, The Nation, que Islamabad e Moscou haviam concordado em trocar visitas de alto nível com mais freqüência, com a defesa sendo o principal componente do crescimento dos laços entre os dois países.

Rússia e China estão competindo pelos clientes por seus equipamentos militares em todo o mundo. A agência de notícias russa TASS, em um editorial publicado em 29 de março, observou que a China era um concorrente do mercado na venda de submarinos, citando o caso da marinha tailandesa escolhendo comprar submarinos da China sobre construtores navais na Rússia, Coreia do Sul e Alemanha.

O jornal de língua inglesa da Tailândia, The Nation, informou em março de 2017 que o primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-o-cha, confirmou a compra de três submarinos da China – mas que o país pagou apenas dois, já que o terceiro seria um “presente gratuito”. 

Em setembro de 2018, o South China Morning Post, informou que a Tailândia reduziu o número de submarinos adquiridos para um, depois que políticos locais se opuseram ao acordo por sua alta carga financeira.

A TASS afirmou que a estatal China Shipbuilding Industry Corp. (CSIC), anunciou recentemente que pelo menos oito países estavam interessados em comprar seus submarinos, incluindo Argélia, Cuba e Venezuela – uma notícia que “não é boa para os construtores navais russos”.

 
 
 

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