Regime chinês usa código QR da COVID-19 para restringir mobilidade de advogados

Por Alex Wu

O regime chinês está usando o “código de saúde” da COVID-19 para o controle da pandemia e como meio de controle social. Recentemente, vários advogados de direitos humanos e especialistas jurídicos revelaram que seus códigos de saúde mudaram repentinamente de verde para vermelho sem qualquer motivo. Eles não podiam viajar livremente e foram colocados em quarentena forçada.

O regime comunista chinês adotou um código de saúde – sistema de código QR nos celulares – para rastrear e monitorar o paradeiro das pessoas. O sistema emite códigos verdes, amarelos e vermelhos com base em suas pegadas digitais dos últimos 14 dias. As pessoas devem ter um código verde para frequentar locais públicos e para viagens.

O advogado chinês de direitos humanos, Xie Yang, de Changsha, declarou à edição em chinês do Epoch Times, em 19 de novembro, que estava a caminho para visitar a mãe do jornalista preso Zhang Zhan, em Xangai, em 6 de novembro. Quando a segurança nacional do regime chinês em Changsha solicitou a ele que cancelasse sua viagem, em 5 de novembro, mas ele recusou. Quando ele chegou ao aeroporto de Changsha no dia 6 de novembro, seu código de saúde mudou repentinamente de verde para vermelho, o que significa quarentena forçada.

“Quando o pessoal da segurança do aeroporto viu que meu código de saúde estava vermelho, imediatamente ligaram para o controle da pandemia. Uma van veio junto à uma equipe de controle da pandemia totalmente equipada.”

Xie afirmou que temia que o levassem a um local desconhecido para quarentena forçada, então ele correu para fora do aeroporto e pulou em um táxi para ir para casa.

Mais tarde, ele recebeu um telefonema da equipe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Changsha, perguntando sobre seu código de saúde. “Eu os repreendi com raiva, afirmando que isso era obra do pessoal da segurança nacional. Não estive em nenhum lugar nos últimos 14 dias, nem em uma área de médio a alto risco. Esta é uma perseguição flagrante … eles podem ver claramente meu paradeiro por meio de seus bancos de dados”.

Um passageiro mostra um código QR verde em seu telefone para mostrar seu estado de saúde para a segurança ao chegar na Estação Ferroviária de Wenzhou, em Wenzhou, China, em 28 de fevereiro de 2020 (Noel Celis / AFP via Getty Images)
Um passageiro mostra um código QR verde em seu telefone para mostrar seu estado de saúde para a segurança ao chegar na Estação Ferroviária de Wenzhou, em Wenzhou, China, em 28 de fevereiro de 2020 (Noel Celis / AFP via Getty Images)

Ele afirmou que a equipe de prevenção da epidemia da comunidade foi então à sua casa para submetê-lo a um teste de ácido nucléico. “Eles querem encontrar uma desculpa”. Em 7 de novembro, seu código de saúde voltou a ser verde.

Xie foi ao Centro Provincial de Controle e Prevenção de Doenças de Hunan e ao Centro Municipal de Controle e Prevenção de Doenças de Changsha para descobrir por que e como seu código de saúde ficou vermelho, mas as autoridades se recusaram a fornecer qualquer informação.

De acordo com Xie, o governante Partido Comunista Chinês (PCC) encontrou um novo meio de suprimir dissidentes sob o pretexto de controle da pandemia. “Eles só precisam fazer um pequeno truque com o código de saúde … então eles podem controlar os movimentos de uma pessoa”.

Outra advogada chinesa de direitos humanos, Wang Yu, foi igualmente impedida de retornar a Pequim durante a reunião do PCC, até 16 de novembro. Ela afirmou ao Epoch Times chinês, em 17 de novembro que, quando estava em uma viagem de negócios à cidade de Mudanjiang, na província de Heilongjiang, seu código de saúde mostrou que ela havia visitado uma área endêmica – embora Mudanjiang não seja. Seu código de saúde voltou ao verde quando a reunião do partido terminou e ela foi autorizada a retornar a Pequim.

Wang declarou: “Este incidente aconteceu durante a Sexta Sessão Plenária do PCC e é feito principalmente para manter a estabilidade do regime e restringir os movimentos de ativistas de direitos humanos – agora é feito com base na pandemia para controlar a liberdade das pessoas”.

Uma mulher usa seu celular para escanear um código QR para registro de saúde antes de entrar em uma pista de gelo ao ar livre em Pequim, em 12 de janeiro de 2021 (Wang Zhao / AFP via Getty Images)
Uma mulher usa seu celular para escanear um código QR para registro de saúde antes de entrar em uma pista de gelo ao ar livre em Pequim, em 12 de janeiro de 2021 (Wang Zhao / AFP via Getty Images)

Situações semelhantes também aconteceram a outros advogados chineses.

A mídia da China continental Jinan Daily, informou que o código de saúde do advogado de Sichuan, Liu Jianyong, repentinamente mudou de verde para vermelho quando ele estava trabalhando em um caso na cidade de Xi’an, na província de Shaanxi. Liu quase foi colocado em quarentena forçada. Liu pediu ao pessoal do controle da pandemia de Xi’an documentos legais e ameaçou processar o governo provincial de Shaanxi. O pessoal de prevenção da epidemia acabou permitindo que ele pegasse um trem e voltasse para Chengdu.

O acadêmico jurídico do continente, Chen Hongguo, revelou em sua conta na mídia social chinesa, WeChat, que, em 11 de novembro, ele pegou o trem de alta velocidade de Yuncheng, na província de Shanxi, para Xi’an. Após desembarcar do trem, seu código de saúde mudou para amarelo e indicava que ele esteve nas Filipinas nos últimos 14 dias, apesar de nunca ter saído do país. Ele foi mandado para casa para isolamento forçado, pela equipe de controle da pandemia. No dia seguinte, após ele apresentar uma reclamação, seu código voltou a ser verde e o registro de viagem às Filipinas foi excluído.

Hong Ning e Gu Qing’er contribuíram para esta reportagem.

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