Por que escrever um livro obsceno é considerado crime gravíssimo e a pena é perpétua

Por Song Bao Lan

Descrições à caneta detalhando maquiagens vermelhas, seria o erotismo nu a nova “moda” que agrada ao público? Ou seria ele a raíz do desastre humano? Esse é um tópico profundo, para uma pessoa que compõe um livro obsceno, que “jornada” ela caminhará no futuro? Nas obras dos sábios ancestrais, da perspectiva da ética, da moral e de outras dimensões, o caminho é guiado.

Publicar um livro obsceno causa danos a si mesmo e à família

O “Shou Kang Bao Jian” (edição atualizada), que tem o significado de “Tesouros da Saúde e Vida” publicado em 1927 registra as seguintes histórias.

Havia um livreiro chamado Zhu Xiang na cidade de Jiang Nan, sul da China, que gostava de publicar livros e romances pornográficos, alugá-los ou vendê-los. Dizem que muitas pessoas os leram. Amigos e colegas o aconselhavam a não publicar essas obras obscenas, e Zhu Xiang zombou deles por serem muito pedantes. Alguns anos depois, Zhu Xiang ficou cego.

Um dia, um incêndio atingiu a região. Zhu Xiang não enxergava e então não consegiu fugir do incêndio, a metade do seu corpo foi queimado. Desde então, ele ficou gritando amargamente todos os dias, gritando com dor e morreu três dias depois. Há um ditado que diz: quando a morte está chegando para uma pessoa, suas palavras se tornam boas. Antes de morrer, ele se arrependeu e disse: “Publiquei livros pornográficos e obtive muitas fortunas, mas isso causou muitos danos aos leitores, meu destino deveria ser assim. Espero que os colegas que estão cometendo o mesmo erro, possam destruir todas as versões e queimem todos os livros, não sejam como eu, sofrendo e lamentando no final da minha jornada de vida”. Porém, ele despertou sobre seus crimes tarde demais. Devido à gravidade do crime da prostituição, ele também prejudicou sua família: ele não conseguiu ter filhos e após sua morte, sua esposa e filha também foram vendidas para prostituição.

A tinta da caneta traz ameaças à vida

Zhang é um talentoso privilegiado, mas usa os seus talentos para escrever romances obscenos e os publica para venda. Ele acredita que palavras e livros obscenos nada mais são como nuvens escritas à caneta e não prejudicarão sua própria moralidade.

Uma noite, Zhang sonhou com seu pai falecido. O pai o criticou severamente: “Os romances obscenos que você escreveu são deslumbrantes e atordoantes. Por causa de seus livros, quantas pessoas são prejucadas, elas começam a caminhar para o mal comportamento moral. O submundo sempre puniu esse tipo de crime da forma mais cruel. Você tinha um futuro brilhante originalmente e uma vida longa, mas agora todas as bênçãos de sua vida foram destruídas por causa desses livros obscenos. Infelizmente, todas as fortunas acumuladas por gerações ancestrais foram destruídas em suas mãos. Você ainda pensa que não prejudicará a sua virtude?” Zhang acordou do sonho, profundamente arrependido. No entanto, o crime foi cometido e toda a família pagou por isso, todos morreram afogados.

O crime de escrever livro obsceno é gravíssimo e a pena é infinita

Um homem chamado Quan Ruyu de Bohai (foi um reino multiétnico na Manchúria, na península coreana e no Extremo Oriente russo no ano 698-926). Embora ele seja de uma família pobre, ele adora espalhar o bem e não deixa de ajudar os outros. Quando vê pessoas ao redor ele faz alguma boa ação, ele fica feliz pelos outros, encoraja os outros a fazer o bem e não cansa disso. Ele não hesita em gastar sua energia, copiando livros para ensinar as pessoas a serem boas e persuadir mais pessoas a serem pessoas melhores.

Em um ano, ele atravessou o oceano para viajar para outro continente, um furacão atrapalhou seu caminho, e o navio foi levado a uma grande montanha pelos ventos. Quan Ruyu desembarcou e, subiu ao topo de uma montanha, um Tao apareceu de repente, como um vento mágico. O Taoísta disse a Quan Xiucai: “O mundo defende a falsidade, porém o imperador espera a sinceridade humana. Em sua vida, você convenceu as pessoas a fazer o bem e divulgou bons livros. Tudo isso vem da sua sinceridade e você não espera a retribuição dos outros. Os méritos da boa virtude são realmente considerados”.

Quan disse repetidamente que não merecia tantos elogios. O taoísta passou a falar sobre os males de alguns estudiosos confucionistas. Com sua engenhosidade, eles fabricaram canções pornográficas e os levaram a prejudicar o mundo. Após a morte destas pessoas vão para o inferno, sofrem imensamente e infinitamente. O taoísta levou Quan Xiucai para o submundo.

O taoísta trouxe Quan Xiucai ao “Salão de Senluo”. Dísticos são observados nos pilares de ambos os lados e dizem: “No mundo, você foi trapaceiro, você praticou o mal, mesmo assim, após a morte, você enfrentará a tribunal do submundo e eu estou no comando do submundo e faço meus deveres. Cumprirei meu dever e agirei de acordo com a lei. Por que você implora por mais uma chance?”

Nesse momento, um rei saiu do salão e cumprimentou respeitosamente o taoísta. O taoísta disse: “Uma composição pornográfica é a mais prejudicial para o coração das pessoas. As pessoas são punidas no submundo, mas não sabem disso enquanto estão vivendo. Portanto, aqueles que cometem adultério farão o que querem, depois de cometerem um crime, o cometerão repetidamente. Mas este homem talentoso olhou para dentro e entendeu. Espalhar palavra sinceras e boas ações para o mundo. Se o coração humano pode retornar ao Tao ele será considerado um coração de grande compaixão”.

Depois disso, duas escoltas apareceram e levaram Quan Xiucai a um lugar onde várias pessoas estavam sendo torturadas, ou cortadas, ou aradas, ou socadas (socadas com um pilão ou almofariz), ou cozidas. Após cada tortura, o corpo era restaurado à sua forma original e novamente torturado, tornando um ciclo sem fim. Escoltas dizem ao Quan Xiu que as pessoas que estão alí, são aqueles que haviam compilado romances obscenos durante sua vida e envenenado muitas pessoas. Eles irão afundar no inferno, mesmo que busquem reencarnar em um simples verme, não o lograrão. A pena não tem fim.

Quan Xiucai estava extremamente assustado e queria voltar ao mundo. Os guardas o conduziram ao corredor. O taoísta que estava aguardando Quan, se despediu do Rei, e levou Quan Xiucai de volta para a montanha. Quan Xiucai agradeceu ao Tao, navegou com o vento de volta para sua terra.

Quando Quan Xiucai voltou para sua cidade natal, ele falou sobre o que viu e ouviu quando se perdeu durante a viagem do navio e exortou o mundo a ser verdadeiro e fazer boas ações. Nesse mundo desastroso, manter a consciência limpa e coração puro é o que agrada aos céus.

Fatos de “Shou Kang Bao Jian” em 1927 (edição revisada).

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