Peste suína na China aumenta exportações de carne de porco no Brasil

Por Fernando Lopes, Epoch Times

As exportações da carne suína para o país Chinês seguem aumentando. O ritmo positivo registrado em 2018 se mantém e a receita tem crescido este ano. O motivo principal é a contaminação da carne suína devido à peste africana que gerou milhões de abates de porcos na China beneficiando as exportações do Brasil.

Vários pratos chineses são feitos com a carne de porco e a China é o maior consumidor de suínos do mundo.  Devido ao fato da indústria da carne suína do país ter um consumo gigantesco e uma receita bilionária, a China tem sofrido um forte impacto com a contaminação dos porcos pela voraz peste suína africana. Uma doença altamente contagiosa causada por um vírus pertencente à família Asfarviridae, exclusivo de suínos domésticos, javalis e cruzamentos de ambos. A epidemia é ainda mais severa que a peste suína clássica (PSA) levando a grandes contaminações e rápidas perdas econômicas.

Um porco morto num afluente do rio Yangtzé, na província de Hebei, Centro da China, em março de 2013. Mais de 13 mil porcos mortos foram encontrados boiando nos rios chineses em 2013 (STR/AFP/Getty Images)
Um porco morto em um afluente do rio Yangtzé, na província de Hebei, Centro da China, em março de 2013. Mais de 13 mil porcos mortos foram encontrados boiando nos rios chineses em 2013 (STR/AFP/Getty Images)

A contaminação se dá através do consumo da carne e pelo contato entre os animais.  Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) na China já foram abatidos 2,6 milhões de suínos.  Mas o número real pode ser muito maior.

A crise é grande e já é considerada a maior da história no país. O rebanho do país inteiro pode ter sido reduzido em 40%. Apenas uma fazenda modelo da China chegou a abater cerca de 20 mil porcos.

Com isso a demanda no país cresce exponencialmente beneficiando os exportadores brasileiros que estão cada vez mais qualificados para a exportação. O Brasil é considerado livre da doença e segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as concessões de locais do Brasil adequados à exportação do produto aumentaram e já existem 11 unidades habilitadas.

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Francisco Turra, presidente da ABPA, ressalta que: “As habilitações coroam o trabalho executado para as inspeções das unidades, com a inédita adoção da transmissão on line, coordenado pelo Ministério da Agricultura e pela ABPA, juntamente com as empresas do setor.   A liderança da Ministra Tereza Cristina durante todo o processo, desde a missão realizada à China, até as incontáveis tratativas junto às autoridades sanitárias daquele país, foi determinante para as novas autorizações”.

As últimas informações da Alfândega chinesa na segunda-feira (23) mostram que as importações da carne suína aumentaram 40,4 % nos primeiros 8 meses desde ano no país.  Segundo a ABPA, as importações a partir do Brasil neste ano já foram de 466,1 mil toneladas, um crescimento de 13,4 %.

A China é o principal destino das exportações de aves e de suínos do Brasil e a expectativa é que, com a manutenção do saldo positivo, somente as exportações da carne de porco atinjam 900 toneladas até o final do ano.

 
 
 

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