Morte de oficial chinês expõe violações de direitos humanos na China

Por Frank Fang, Epoch Times

O recente assassinato de um oficial chinês pelas mãos de seu subordinado é o mais recente caso de uma série longa e sangrenta de violações de direitos humanos cometidas por uma organização paralela ao regime chinês.

Sun Hengshan, de 57 anos, era diretor do Gabinete 610 na província de Jilin, no nordeste da China. Ele foi esfaqueado uma dúzia de vezes por seu subordinado por volta das 14h25min em 8 de junho, segundo informou o site estatal de notícias The Paper, em 11 de junho. Sun morreu devido aos ferimentos duas horas mais tarde em um hospital.

O Gabinete 610 é uma força policial secreta semelhante à antiga Gestapo nazista, e foi estabelecida para conduzir a perseguição contra os chineses praticantes da disciplina espiritual do Falun Gong. O Falun Gong é uma prática proibida e violentamente reprimida pelo regime chinês desde 1999.

O subordinado de Sun, apelidado de Shi, fugiu depois de esfaqueá-lo mas depois se entregou em uma delegacia de polícia do distrito de Kuancheng, na cidade de Changchun, capital de Jilin, por volta de 16h00min. Shi confessou que havia assassinado Sun para se vingar da má avaliação de desempenho que recebeu em 2014, o que o levou a perder o cargo.

Segundo o The Paper, Shi permanecerá preso enquanto o caso está sendo investigado.

Sun teve uma longa carreira em Jilin. Antes de ser nomeado para seu último cargo, ele foi chefe de departamento na Comissão de Supervisão de Assuntos Judiciais do Congresso Popular de Jilin, o servil legislativo da província, e chefe de departamento na Comissão de Inspeção Disciplinar da Jilin, uma agência de combate à corrupção , segundo o site de busca chinês Baidu.

A morte de Sun contribui para a má reputação do Gabinete 610, onde 783 oficiais já morreram devido a doença, suicídio ou acidentes de automóvel enquanto ocupavam o cargo. De acordo com Minghui.org, site que informa sobre a perseguição na China, vários também foram demitidos após investigações internas de crimes de corrupção.

Falun Gong, também conhecido como Falun Dafa, é uma prática popular de cultivo pessoal através de exercícios de meditação e princípios morais baseados em Verdade, Compaixão e Tolerância. Depois de ser apresentado na China em 1992, o número de adeptos alcançou de 70 a 100 milhões em 1999, segundo estimativas oficiais. O então líder do Partido Comunista Chinês (PCC), Jiang Zemin, julgou que a popularidade do grupo representava uma ameaça ao regime comunista.

Jiang criou o Gabinete 610 em 10 de junho de 1999, daí o seu nome. Os gabinetes foram criados em todo o país em 10 dias. Desde então, centenas de milhares de praticantes do Falun Gong têm sido presos e submetidos a violências, torturas e trabalhos forçados nas prisões, centros de lavagem cerebral e hospitais psiquiátricos.

Os praticantes do Falun Gong na província de Jilin estão entre os mais brutalmente perseguidos. Segundo Minghui.org, mais de 290 adeptos foram assassinados em Jilin em 12 de junho. As províncias de Liaoning, Heilongjiang e Hebei, ao norte do país, apresentaram um número ainda maior de mortes. Dada a dificuldade de obter informações consideradas confidenciais fora da China, o número real de mortes provavelmente é muito maior.

Muitos oficiais pertencentes ao Gabinete tiveram destinos sinistros. Yang Shuntian, ex-diretor do Gabinete 610 no distrito de Luyuan, em Changchun, em conluio com autoridades escolares, delegacias e o sistema judicial, ameaçou, perseguiu e prendeu mais de 100 praticantes locais do Falun Gong , conforme relata Minghui.org. Yang shuntian abandonou seu cargo desde então.

Também segundo Minghui.org, Liu Yuanjun, ex-diretor do Gabinete 610 da cidade de Changchun, prendeu certa vez mais de 5.000 praticantes na cidade em um período de 10 dias por ordem de Jiang. Ele morreu de câncer de pulmão com a idade de 54 anos em abril de 2006.

 
 
 

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