Maduro atribui apagão nacional a ‘ataque’ ao sistema elétrico, oposição culpa ‘corrupção’

Por Alicia Marquez 

O apagão na Venezuela, na madrugada de sexta-feira, levou o regime de Maduro a atribuí-lo a “ataque” enquanto que a oposição, liderada por Juan Guaidó, destacou que o ocorrido foi devido à “corrupção e sequestro do Estado”.

As declarações do regime e da oposição vieram horas após vários usuários relatarem falhas em diferentes áreas do país, como Apure, Carabobo, Mérida, La Guaira, Zulia e Caracas, aproximadamente às 2h00 locais.

“Recebemos um novo ataque ao Sistema Elétrico Nacional (SEN), especificamente em El Guri, mais uma vez, como em 2019, atacam nosso povo nestes feriados de dezembro”, afirmou Néstor Luis Reverol, vice-presidente de Obras Públicas do regime a uma mídia estatal.

Por sua vez, a vice-presidente do regime, Delcy Rodríguez, também descreveu a queda de energia como “um novo ataque” ao sistema elétrico.

No entanto, nenhum dos dois funcionários do regime socialista da Venezuela indicou as razões ou possíveis razões que causaram o apagão.

Por sua vez, o presidente encarregado, Juan Guaidó, destacou que “o ataque que o sistema elétrico sofreu não foi as repetidas e flagrantes desculpas da ditadura, mas sim sua corrupção, incapacidade, indolência e sequestro do Estado”, em uma publicação no Twitter.

“E essa realidade é o que se vivencia diariamente no interior do país. Não podemos normalizar a tragédia”, acrescentou.

Sob o rótulo de “apagão”, os venezuelanos registraram a falha elétrica no Twitter a partir de pelo menos 2h da manhã e ela teria começado a retornar após as 5h, em alguns casos. A imprensa local e agências de notícias garantem que até 20 estados teriam presenciado a falta do serviço.

O apagão causou atrasos nos voos domésticos. O observatório da Internet NetBlocks observou a restauração da eletricidade na Venezuela por volta das 11h, horário local, colocando-a com 32% de seus níveis normais. O que seria um dos mais graves desde 2019.

Não é a primeira vez que o regime de Maduro atribui a questão dos apagões no país a supostos ataques. Em março de 2019, a Venezuela acumulou onze dias no escuro após dois mega apagões que paralisaram o país e pelos quais o regime responsabilizou a oposição e o governo de Donald Trump pelos “ataques eletromagnéticos”.

Após quatro meses, ocorreu outro apagão, no qual o ministro das Comunicações do regime, Jorge Rodríguez, atribuiu a um “ataque eletromagnético” à principal hidrelétrica do país.

E em agosto do mesmo ano foi adicionado outro, afetando pelo menos 10 estados que relataram falhas de energia significativas, embora desta vez a falha não tenha sido total.

Com informações da EFE e VOA. 

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