Krugman: como economista, um grande líder de torcida!

Recentemente, laureado Nobel de economia, cuja credibilidade e a voz ainda ecoam em diversos países do mundo — isto, sim, um fenômeno sem explicação — declarou que a economia do país vai bem e não se justificam as preocupações com o cenário brasileiro; e arriscou afirmar inclusive que o país desperta maior confiança na política fiscal. Resta saber, confiança de quem.

É duro ser desmentido pelos fatos, um país que não está em crise — não sei se o nosso analista se lembrou disto — que cresce pouco, com baixa produtividade e alta inflação, arrecada muito e tem serviços públicos que não funcionam, com uma burocracia gigantesca e um Estado intervencionista — que continuará a ser comandado pelos mesmos larápios, por, pelo menos, mais 4 anos — despertaria a preocupação de qualquer iniciado no tema. Preocupação esta que não atinge Paul Krugman, que tem sempre a “solução”: para melhorar esta crise aí, basta estimular a demanda agregada, “o governo gasta mais e a riqueza se cria”.

 Não bastasse a predisposição de muitos brasileiros em insistir no erro, quando burrice está disfarçada de especialista a situação tem impacto real e neste caso, o impacto é nas urnas. Vale perguntar de que Brasil ele falava em sua palestra? Ele errou o nome do País, ou se informou sobre o Brasil naquelas lindas apresentações que o estagiário do Mantega faz sobre a conjuntura brasileira— as mesmas que erram bruscamente a projeção de crescimento há uns 3 anos, no mínimo?

Como todo bom esquerdista, quando os fatos se opõem a análise dele, perde os fatos. É como em um jogo de futebol, cada time conta com o apoio de sua respectiva torcida; é aquele momento em que o mais equilibrado dos cidadãos pode ser traído pela própria emoção ao xingar a mãe do juiz da partida, quando o mesmo penaliza com um cartão amarelo, falta ou impedimento o seu time do coração, ainda que o árbitro esteja correto.

Uma partida decisiva de seu time não é um momento em que sua honestidade intelectual atinge os picos mais altos—assim espero— afinal, não se costuma ir ao estádio para debater o legado de Kant ou raciocinar com a coerência de Fukuyama sobre o império das leis, dentro do universo do jogo. O problema é quando esta mesma honestidade, bem próxima de zero, está presente nas ciências, como na economia. Isso é bem grave e muito presente no país, basta assistir à aula de alguma universidade daqui, o que mais se encontra é militante marxista vestido de cientista.

O mesmo cidadão que disse que a Argentina ia bem em 2012, o mesmo que pediu, por volta do ano 2000, uma bolha imobiliária para curar a crise da internet— aquela mesma bolha responsável pela crise de 2008— que defendeu uma invasão alienígena para salvar a economia, é o mesmo que diz que não se preocupar com o Brasil. É como ser corrigido gramaticalmente por um analfabeto, seja ele ex-presidente ou não, vem àquela sensação de que é melhor fazer o contrário.

Sobre a credibilidade fiscal, os funcionários da Editora Confiança — responsáveis pela vinda de nosso amigo e pela edição um panfleto semanal em formato de revista – podiam levar o turista americano a um passeio além do gabinete presidencial: que tal um bate papo com investidores ou empresários — de preferência àqueles que não dependem da amizade petista— para que o relatem como é “maravilhoso” empreender no Brasil e se manter aqui com esta carga tributária.

Krugman pode perguntar, ainda, aos nossos credores externos o que eles acham do malabarismo fiscal que o governo petista faz “esquecendo-se” de contabilizar alguns bilhões já gastos ao mesmo tempo em que conta como caixa outros bilhões que ainda não entraram e toda a energia que dão a receitas não recorrentes. Ele pode perguntar, também, aos credores se eles acham bacana jogar no lixo a lei de responsabilidade fiscal inspira credibilidade fiscal.

Há quem diga que um político pilantra precisa do apoio de um grupo de idiotas para concretizar sua empreitada, pode ser, mas ter ao seu lado alguém reconhecido como especialista (ainda seja um idiota também), com certeza, é um caminho mais curto para convencer milhões idiotas, como o nosso governo fará em outubro próximo. Mas, se a percepção de Krugman não é lá das mais coerentes, há de reconhecer seu mérito em uma função importante: de convencer as pessoas. Afinal, manter a credibilidade em alta depois de tanto erro, é para poucos e merece reconhecimento, característica que é muito importante, não de um analista, mas, talvez, de para um bom animador de torcida. Quem sabe?

Wagner Vargas é jornalista e articulista do Instituto Liberal do Rio de Janeiro

 
 
 

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