Grandes campanhas de desinformação da história que perduram e prosperam atualmente

Por Brad Johnson

Duas das campanhas de desinformação mais bem-sucedidas que sobrevivem até hoje foram conduzidas pela inteligência britânica e pela KGB russa durante e logo após a Segunda Guerra Mundial.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os britânicos obtiveram um incrível avanço tecnológico ao fabricar um radar que lhes permitia detectar os bombardeiros alemães voando para a Inglaterra, particularmente à noite, quando eram extremamente difíceis de interceptar. O radar teve um sucesso fabuloso, e muitos dos novos caças britânicos da época tiveram seu batismo de fogo ao derrubar os bombardeiros alemães.

Naturalmente, os ingleses queriam esconder esse fato pelo maior tempo possível, então podemos imaginar as longas reuniões que tiveram lugar com o objetivo de elaborar um plano. Uma das regras de ouro da desinformação é que as melhores mentiras são baseadas na verdade, um princípio que ainda é usado hoje em dia.

Neste caso, eles optaram por mentir usando informações reais e confiaram no fato de que as cenouras são ricas em vitamina A (beta-caroteno), que é uma vitamina benéfica para a visão. Este foi o fato real que foi usado para substanciar a mentira de que os pilotos britânicos tinham excelente visão noturna que lhes permitia interceptar e abater muitos bombardeiros alemães à noite.

Uma importante campanha de propaganda foi realizada para convencer o público britânico da verdade dessa falsa declaração, para que os espiões alemães captassem essa informação e a levassem para o exército alemão. Não há dados precisos que indiquem que a campanha de desinformação tenha tido algum impacto entre os alemães, mas foi tão bem sucedida entre os ingleses que continua de forma benigna exercendo seu efeito até hoje.

Nazistas

A KGB da antiga União Soviética teve um sucesso igualmente grande, se não maior, embora menos benigno. Após a Segunda Guerra Mundial, quando as atrocidades do regime nazista vieram à luz, a similaridade entre os governos do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores (Partido Nazista) e da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) também apareceu. Além de ser um problema para a União Soviética, que acabara de ocupar grande parte da Europa Oriental, também era bastante desagradável, já que as ditaduras nazistas e da esquerda soviética eram inimigos implacáveis.

Como parte dos primeiros esforços da Guerra Fria, a CIA iniciou a batalha e montou uma grande campanha de informação, apontando a verdade das semelhanças. Os judeus que sobreviveram ao Holocausto sob o regime nazista ou os judeus que sobreviveram aos expurgos de Joseph Stálin da União Soviética eram parte integrante da campanha de informação. Observe que isso é classificado corretamente como uma campanha de informação clandestina e não como uma campanha de propaganda, já que a informação era, de fato, verdadeira.

Esse esforço foi destruído pelo New York Times, que tornou público o apoio da CIA. A fonte da informação quase certamente foi a União Soviética, que pode ter vazado a informação para o New York Times ou passado por outros meios.

Ao mesmo tempo, a União Soviética lançou uma campanha de contramedidas de propaganda, descrevendo o regime nazista como um movimento fascista “conservador” e que, portanto, não era um movimento socialista. Isso não só persiste até hoje como um conceito falso generalizado, mas também, devido ao seu sucesso como propaganda, foi desenvolvido usando variações do tema principal.

Uma citação que é geralmente atribuída ao Primeiro Ministro do Reino Unido durante a guerra, Winston Churchill (embora ele provavelmente não tenha dito isso), é: “Os fascistas do futuro serão chamados de antifascistas”. Isso se tornou uma realidade, já que vários movimentos socialistas da atualidade adotaram muitas das primeiras táticas que os nazistas usaram para chegar ao poder.

Sem ter que ir muito longe, hoje é suficiente ver a atuação das organizações Antifa (antifascistas) para ter um exemplo perfeito.

Assim como os “camisas marrons” usados por Hitler para ajudá-lo a obter o poder, os grupos antifascistas marcham pelas ruas, usam uniformes (capuzes negros), tentam reprimir outras opiniões, usam intimidação física e abertamente adotam o uso da violência como ação política. Estes eram precisamente os tipos de atividades que os camisas marrons nazistas usaram a fim de ajudar Hitler a chegar ao poder. Essas táticas extremas e violentas são tácita e abertamente apoiadas pela esquerda nos Estados Unidos.

Em outubro passado, o grupo Antifa realizou grandes manifestações na famosa cidade de tendência esquerdista de Portland, no Óregon, onde os membros foram filmados atacando verbalmente um idoso em seu carro e abusando de uma mulher idosa em uma cadeira de rodas, entre muitos outros atos semelhantes. Enquanto isso, a polícia observava pessoas inocentes serem abusadas e não fazia nada.

Essa parceria ou cooperação parece se estender até os níveis mais altos dentro do Partido Democrata, já que tem sido amplamente divulgado que o filho do senador Tim Kaine, da Virgínia, é filiado ao Antifa, depois de ter sido preso após um protesto do qual o grupo participou. O senador Kaine foi companheiro de chapa da então candidata democrata à presidência, Hillary Clinton.

A filosofia de esquerda nos trouxe Hitler, Stálin, Pol Pot, Mao Tsé-tung e Saddam Hussein, para citar apenas alguns, e continua a infligir a maior parte da violência no mundo, matando muitos milhões de pessoas.

Brad Johnson é oficial sênior aposentado da CIA. Atualmente ele é presidente da Americans for Intelligence Reform

O conteúdo desta matéria é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Epoch Times

 
 
 

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