General de divisão venezuelano rompe com Maduro: “não mais Castro-comunismo para a Venezuela” (Vídeo)

Por Jesús de León, Epoch Times

O general de divisão da Aviação Militar Bolivariana, Ramón Rangel, ignorou ontem (12) a autoridade de Nicolás Maduro no comando das Forças Armadas e exortou os militares a fazer o mesmo e aderir à Constituição.

“Faço um chamado às FANB para aderir ao Artigo 328, não continuemos dizendo sempre leais, traidores nunca, porque estamos sendo traidores de uma Constituição Nacional. Nós não podemos ser servis a uma pessoa ou preconceito político”, disse ele, citando a Constituição.

Em um vídeo divulgado através das redes sociais, o militar fez um apelo às FANB para que lutem apegados à Constituição, e deixem o Castro-comunismo instalado na Venezuela.

Ele convidou os venezuelanos a continuar lutando para salvar a democracia e a liberdade do país, acrescentando: “Não mais Castro-comunismo comunismo para a Venezuela”.

“Temos que encontrar uma maneira de remover nosso medo, de sair às ruas, protestar e procurar uma união militar para mudar esse sistema político e nos livrarmos do jugo do Castro-comunismo”, disse ele.

Ele responsabilizou Cuba pela tragédia que a Venezuela vive hoje e espera que em breve as FANB tomem uma decisão que permita o resgate da soberania.

O general disse que viveu em Cuba por 6 anos e que viu em primeira mão a realidade naquele país, com uma grande pobreza criada pelo regime cubano, mas que o próprio regime acusa o bloqueio dos Estados Unidos, o que é totalmente “falso”, disse ele.

“Eles trouxeram essa condição política do Estado cubano ao Estado venezuelano e semearam esse terror psicológico que é o que tem dado medo à participação do povo e dos militares em buscar as mudanças necessárias para não continuarmos mais com as condições de vida que nós temos hoje”, disse o general.

A presidente da Organização de Controle Cidadão para a Segurança e Defesa das Forças Armadas, Rocío San Miguel, assegurou neste domingo no Twitter que a importância do pronunciamento contra Nicolás Maduro, do general Ramón Rangel, repousa no fato de que “os militares conhecem a manobras sombrias do chavismo com Havana e os segredos da morte de Hugo Chávez.”

Ontem, o presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, também mencionou a intervenção dos cubanos naquele país e à possível cooperação militar com os Estados Unidos antes da crise que atravessa o país.

2 Presidente da Venezuela, Juan Guaidó (centro), fala durante manifestação no sábado, 11 de maio, na Plaza Alfredo Sadel em Caracas (Venezuela) (Raúl Martínez/EFE)

Guaidó informou que ele pediu ao seu representante diplomático nos Estados Unidos, Carlos Vecchio, para se reunir com o Comando Sul daquele país para coordenar uma possível cooperação diante da crise nacional.

Sobre a presença cubana na Venezuela, ele disse:

“Sempre falei de cooperação (porque) a intervenção na Venezuela já existe”, afirmou, denunciando a participação de cubanos nas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) e a presença no país do grupo guerrilheiro colombiano Exército de Libertação Nacional (ELN).

 
 
 

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