EUA retiram diplomatas de três países latino-americanos que romperam laços com Taiwan

Por Holly Kellum, correspondente da Casa Branca para a NTD TV

Os embaixadores dos Estados Unidos em El Salvador, Panamá e República Dominicana voltarão aos Estados Unidos devido à decisão dos três países em romper laços com Taiwan.

Panamá cortou relações diplomáticas com a pequena nação insular em junho do ano passado, seguido pela República Dominicana em maio passado e El Salvador no mês passado, deixando apenas 17 nações com as quais Taiwan tem relações formais.

“Nossos três chefes de missão se reunirão com os líderes do governo dos Estados Unidos para discutir as formas pelas quais os Estados Unidos podem apoiar as instituições e economias fortes, independentes e democráticas em toda a América Central e o Caribe”, disse em uma declaração a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

O senador republicano Marco Rubio, do estado da Flórida, apoiou a Casa Branca. “Como eu havia dito ontem antes que a decisão fosse anunciada, haveriam consequências reais em nosso relacionamento com El Salvador se o país rompesse com Taiwan em favor da China. Acham que vamos reagir da mesma forma que fizemos com o Panamá e a República Dominicana. Eles estão muito enganados”, disse Rubio em seu Twitter.

O anúncio de 7 de setembro aconteceu três dias após o senador republicano Cory Gardner, do Colorado, apresentar um projeto de lei chamado Taipei, que permitirá ao secretário de Estado alterar as relações diplomáticas e a ajuda externa para países que romperem relações com Taiwan.

Pequim tentou colocar Taiwan sob seu comando desde que o partido político Kuomintang fugiu para Taiwan após ser vencido pelas forças do Partido Comunista chinês em 1949. O regime chinês considera Taiwan como uma província do continente e tem se esforçado para eliminar qualquer referência a ele como um país independente.

Os Estados Unidos mudaram o reconhecimento diplomático de Taiwan à República Popular da China em 1979, mas a Lei de Relações de Taiwan, adotada pouco tempo depois, estabelece relações diplomáticas de fato com Taiwan e a provisão de suas necessidades de autodefesa.

Depois que El Salvador cortou seus laços diplomáticos com Taiwan, a Casa Branca emitiu uma declaração acusando a China de enganar o país com promessas de investimento apoiadas pelo Estado. Também advertiu que todo benefício econômico que a China possa oferecer “facilita a dependência econômica e a dominação, não a parceria”.

A Casa Branca também disse que reavaliaria seu relacionamento com El Salvador diante da decisão tomada pelo país com respeito a Taiwan.

“Essa é uma decisão que afeta não só El Salvador, mas também a saúde econômica e a segurança de toda a região das Américas”, disse em uma declaração.

 
 
 

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