Estados Unidos sancionam 34 empresas por seus laços com China, Irã e Rússia

Por Agência EFE

O governo dos Estados Unidos sancionou 34 empresas na sexta-feira por sua suposta colaboração com abusos dos direitos humanos contra a minoria uigur muçulmana em Xinjiang (China) ou por facilitar as exportações para a Rússia e o Irã.

Em um comunicado, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou a inclusão dessas empresas em sua Lista de Entidades, proibindo as empresas americanas de exportar ou transferir mercadorias para organizações sancionadas.

Quatorze das 34 empresas afetadas estão sediadas na China e, de acordo com o Departamento de Comércio, são cúmplices “da campanha de Pequim de repressão, detenção em massa e vigilância de ponta de uigures, cazaques e membros de outros grupos minoritários muçulmanos em Xinjiang”.

Os Estados Unidos acusam a China de cometer “genocídio” e “crimes contra a humanidade” naquela província chinesa contra uigures e outras minorias, enquanto Pequim “nega” categoricamente que exista trabalho forçado naquela região ou que há opressão as práticas religiosas.

Além das 14 empresas chinesas, Washington sancionou outras 5 empresas cuja sede não especificou e que supostamente ajudariam a China a “modernizar” suas capacidades militares graças à compra de lasers e outras tecnologias.

O Departamento de Comércio, que não identificou publicamente as empresas sancionadas, também incluiu 8 empresas em sua lista por “facilitar a exportação de produtos dos EUA para o Irã” e, portanto, violar as regulamentações e sanções dos EUA contra Teerã.

Além disso, sancionou 7 outras empresas por seus laços com a Rússia, 6 delas por supostamente ajudar Moscou a obter componentes eletrônicos de origem americana “provavelmente para melhorar os programas militares russos”.

“Continuaremos a usar controles de exportação para impedir que governos, empresas e indivíduos tentem acessar produtos de origem norte-americana para atividades subversivas em países como China, Rússia e Irã”, disse a secretária de Comércio dos Estados Unidos, Gina Raimondo, no comunicado.

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