Em meio a protestos, Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou hoje (10), em um pronunciamento transmitido a partir da cidade de Cochabamba, sua renúncia ao cargo, em meio à escalada dos protestos que se seguiram à eleição de 20 de outubro no país.Ao lado de Morales, o vice-presidente Alvaro García Linera também anunciou que deixa seu posto. Posteriormente, o ex-presidente boliviano falou sobre o assunto em suas redes sociais.https://twitter.com/evoespueblo/status/1193674863162134529?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1193674865867407360&ref_url=http%3A%2F%2Fagenciabrasil.ebc.com.br%2Finternacional%2Fnoticia%2F2019-11%2Fem-meio-protestos-evo-morales-renuncia-presidencia-da-bolivia

“Queremos preservar a vida dos bolivianos”, disse Morales no pronunciamento. Ele disse que decidiu deixar o cargo “para que não continuem maltratando parentes de líderes sindicais, prejudicando a gente mais humilde. Estou renunciando e lamento muito esse golpe”.

Imagens de TV mostraram oposicionistas comemorando nas ruas de La Paz. A pressão sobre Morales aumentou depois que o comandante das Forças Armadas bolivianas, William Kaiman, sugeriu, na tarde deste domingo, que Morales renunciasse para permitir a “pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”.

Mais cedo, Morales havia anunciado a realização de novas eleições e a substituição dos integrantes do Tribunal Superior Eleitoral boliviano, mas não conseguiu melhorar os ânimos dos adversários. Na ocasião, ele disse que sua “principal missão é proteger a vida, preservar a paz, a justiça social e a unidade de toda a comunidade boliviana”.

O anúncio da nova eleição foi feito depois de a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter divulgado um informe sobre uma auditoria do processo eleitoral, em que o órgão recomendou a realização de um novo pleito.

Antes da renúncia de Morales, a imprensa boliviana noticiou a realização neste domingo de diversos ataques a residências, incluindo casas de familiares de Morales, e a prédios públicos. No Twitter, o ainda presidente havia denunciado que “fascistas” tinham incendiado a casa dos governadores de Chuquisaca y Oruro, e também de sua irmã, Esther Morales, em Oruro. Emissoras de rádio e TV estatais, como a Bolívia TV, foram alvo de protestos.

Depois que manifestantes atacaram a sua casa, o presidente da Câmara dos Deputados, Víctor Borda, também renunciou ao cargo neste domingo.

Eleição polêmica

As eleições presidenciais bolivianas ocorreram em 20 de outubro. Morales obteve 47,07% dos votos, enquanto seu principal concorrente, Carlos Mesa, alcançou a 36,51%. Pelas regras eleitorais bolivianas, Morales foi declarado eleito, por ter obtido mais de 10% de votos além de Mesa.

A apuração dos votos, no entanto, foi acompanhada por polêmica, com acusações de ambos os lados. Uma missão de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou problemas como a falta de segurança no armazenamento das urnas e a suspensão da apuração.

Diante da polêmica, Morales e líderes oposicionistas sugeriram que a Organização dos Estados Americanos (OEA) auditasse o resultado das eleições – e Morales convidou países como Colômbia, Argentina, Brasil e Estados Unidos a participarem do processo. Desde então, os protestos populares se acirraram, com oposicionistas chegando a estabelecer um prazo para que Morales deixasse o cargo.

*Com informações da agência de notícias Télam

 
 
 

Regeneração cerebral: por que ela é real e como torná-la possível

Regeneração cerebral: por que ela é real e como torná-la possível
Por Sayer Ji Você já desejou poder regenerar aquelas células cerebrais que você sacrificou na faculdade? Você teme ...
Leia Mais >
 

Projeto de lei uigur sobre direitos humanos desencadeia outra reação de Pequim

Projeto de lei uigur sobre direitos humanos desencadeia outra reação de Pequim
A adoção de um projeto de lei que se opõe à supressão dos direitos humanos dos uigures e ...
Leia Mais >
 

Efeitos da exposição ao gás lacrimogêneo aumentam tensão em Hong Kong

Efeitos da exposição ao gás lacrimogêneo aumentam tensão em Hong Kong
Por Annie Wu, Epoch Times HONG KONG - Em um domingo de novembro, Chau saiu com sua família ...
Leia Mais >
 

Bolsonaro diz que ‘Argentina perde muito mais’ se romper acordos com Brasil

Bolsonaro diz que ‘Argentina perde muito mais’ se romper acordos com Brasil
Por Eduardo Tzompa Durante a reunião desta quarta-feira que antecede a cúpula do MercoSur (Mercado Comum do Sul), ...
Leia Mais >