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Documentário “China livre: a coragem de crer” é apresentado no Centro Cultural Tijuana, no México (Vídeo)

Por Epoch Times

O Centro Cultural Tijuana, no México, apresentou no sábado, 18 de agosto, o documentário “China livre: a coragem de crer”, que denuncia violações dos direitos humanos cometidas pelo regime comunista da China.

O premiado documentário conta a história real de Jennifer Zeng e Charles Lee, perseguidos pelo regime por serem praticantes do Falun Dafa, também conhecido como Falun Gong, uma disciplina tradicional chinesa que melhora a saúde e eleva o caráter moral das pessoas.

Ambos foram injustamente presos e enviados para campos de trabalhos forçados nos quais trabalharam para o regime comunista.

Em sua apresentação em Tijuana, o documentário foi bem recebido pelo público e contou com a presença do Dr. Rafael Maurizio Cruzmanjarrez, presidente da Honorável Faculdade de Advogados de Tijuana, e do Dr. José Ángel Orozco, vice-presidente da Honorável Faculdade de Médicos Generalistas de Tijuana.

Centro Cultural Tijuana apresentou no sábado, 18 de agosto, o documentário "China livre: a coragem de crer", que denuncia as violações dos direitos humanos cometidas pelo regime comunista da China
Centro Cultural Tijuana apresentou no sábado, 18 de agosto, o documentário “China livre: a coragem de crer”, que denuncia as violações dos direitos humanos cometidas pelo regime comunista da China

A prática espiritual, uma disciplina pacífica que combina o Budismo e o Taoísmo, consiste de 5 exercícios tranquilos e de meditação, e também inclui o cultivo do coração através dos princípios da Verdade, Benevolência e Tolerância.

No filme, Jennifer Zeng, enquanto sofre torturas físicas e mentais, precisa decidir se se manterá firme em suas crenças e consequentemente definhará na prisão, ou se irá renegar sua fé para assim poder contar sua história ao mundo e voltar a ver sua família.

Do outro lado do mundo, Charles Lee — empresário norte-americano de origem chinesa — queria fazer sua parte para ajudar a deter a perseguição na China, divulgando informações sem censura na televisão controlada pelo Estado; por causa disso, ele foi preso pela polícia chinesa e sentenciado a 3 anos de re-educação em um campo de trabalhos forçados, produzindo (entre outras coisas) chinelos com a estampa de Homer Simpson, vendidos nas lojas ocidentais.

O documentário “China livre: a coragem de crer” toca em questões muito importantes, tais como genocídio, extração forçada e tráfico de órgãos, bem como práticas comerciais ilegais da China com o ocidente.

Dr. Rafael Maurizio Cruzmanjarrez, presidente da Honorável Faculdade de Advogados de Tijuana, durante apresentação do documentário "China livre: a coragem de crer", no Centro Cultural de Tijuana no sábado, 18 de agosto de 2018
Dr. Rafael Maurizio Cruzmanjarrez, presidente da Honorável Faculdade de Advogados de Tijuana, durante apresentação do documentário “China livre: a coragem de crer”, no Centro Cultural de Tijuana no sábado, 18 de agosto de 2018

“Incrível que em pleno século XXI esteja acontecendo [algo assim]”, disse no final da exibição o Dr. Rafael Maurizio Cruzmanjarrez, presidente da Honorável Faculdade de Advogados de Tijuana. Em seguida acrescentou que trata-se de “um crime contra a humanidade”.

Cruzmanjarrez, líder da comunidade jurídica da região de Tijuana/Baixa Califórnia, ficou muito impressionado com as cenas que denunciam a retirada forçada de órgãos a que são submetidos os praticantes por ordem do regime chinês. Em nome da Faculdade de Advogados que preside, ele condenou essas “práticas que estão acontecendo na China”.

Da mesma forma se pronunciou o Dr. José Ángel Orozco, vice-presidente da Honorável Faculdade de Médicos Generalista de Tijuana:

“Muito dramático, muito cruel”, disse Ángel Orozco, referindo-se às histórias narradas no filme.

Dr. José Ángel Orozco, vice-presidente da Honorável Faculdade de Médicos Generalistas de Tijuana durante apresentação do documentário "China livre: a coragem de crer", no Centro Cultural Tijuana no sábado, dia 18 de agosto de 2018
Dr. José Ángel Orozco, vice-presidente da Honorável Faculdade de Médicos Generalistas de Tijuana durante apresentação do documentário “China livre: a coragem de crer”, no Centro Cultural Tijuana no sábado, dia 18 de agosto de 2018

No livro “O massacre” publicado em 2014, o escritor Ethan Gutmann explica como chegou à “estimativa mais próxima” de que órgãos vitais de 65 mil praticantes do Falun Gong e de “2 a 4 mil” uigures, tibetanos e famílias cristãs, foram retirados apenas durante o período 2000–2008. Os órgãos foram extraídos e traficados a preços elevados entre chineses ricos e “turistas de órgãos” de todo o mundo. Esse comércio foi chamado de “novo crime contra a humanidade”.

Entre os entrevistados no documentário “China livre” está David Kilgour, ex-secretário de Estado do Canadá (Ásia-Pacífico), e o prestigiado advogado de direitos humanos, David Matas.

Ambos visitaram uma dúzia de países para entrevistar os sobreviventes do Falun Gong que conseguiram escapar da China e seus estimados 350 campos de trabalhos forçados.

“Os praticantes nos contaram que trabalhavam em péssimas condições durante mais de dezesseis horas por dia, sem salários e recebendo um mínimo de comida, dormindo em alojamentos superlotados e sofrendo tortura”, disse David Kilgour.

Praticantes do Falun Dafa realizam vigília à luz de velas em Washington em homenagem às vítimas da perseguição e da extração forçada de órgãos praticadas pelo regime comunista chinês (China livre: o filme/Facebook)
Praticantes do Falun Dafa realizam vigília à luz de velas em Washington em homenagem às vítimas da perseguição e da extração forçada de órgãos praticadas pelo regime comunista chinês (China livre: o filme/Facebook)

Elogiado pela imprensa internacional, o documentário “China livre: a coragem de crer” ganhou nove grandes prêmios em festivais de cinema internacional, foi selecionado em nove ocasiões em grandes festivais de cinema e já foi exibido em mais de 400 órgãos governamentais, dentre eles o Congresso dos Estados Unidos, o Parlamento Europeu, o Parlamento do Reino Unido e o Parlamento Israelense.

Cada uma das apresentações comove os espectadores e semeia em seus corações o desejo de pôr um fim à perseguição.

“Espero que a humanidade esteja ciente desta prática desumana, incrivelmente selvagem”, e que “encontre uma maneira de conter isso, que é algo inaceitável, isso não pode continuar”, enfatizou o Dr. José Ángel Orozco, vice-presidente da Honorável Faculdade de Médicos Generalistas de Tijuana, ao final da projeção.