Deputada busca sancionar liderança do PCC pelas ‘atividades nefastas’ de Pequim ao redor do mundo

Por J.M. Phelps

Uma legisladora republicana quer que os principais líderes do Partido Comunista Chinês (PCC) sejam “responsabilizados” por sua série de depredações pelo regime a nível nacional e global.

A deputada Kat Cammack (Republicana da Flórida) apresentou a Lei de Responsabilidade do Politburo do Partido Comunista Chinês (HR 3018) em maio. O projeto foi encaminhado à Subcomissão de Imigração e Cidadania da Câmara dos Representantes, em novembro.

O projeto de lei busca impor sanções aos membros do corpo de decisão da elite de 25 membros do PCC, o Politburo.

O projeto visa “líderes comunistas que conscientemente participaram de uma série de atividades nefastas e que também estiveram na linha de frente e negaram seu envolvimento”, relatou Cammack ao Epoch Times.

Cammack percebe o regime chinês como “uma das maiores ou a maior ameaça” aos Estados Unidos e à democracia em todo o mundo, uma visão cada vez mais compartilhada pelos americanos. Uma pesquisa recente mostrou que 52% dos americanos em todo o espectro político percebem o regime chinês como a ameaça número um que os Estados Unidos enfrentam hoje.

Ameaças

Cammack afirma que há muitas preocupações que precisam ser levadas em consideração quando se trata de “soar o alarme” sobre o regime chinês.

Uma das principais ameaças, afirmou ela, é o aumento das atividades militares do regime chinês em todo o mundo, o que desafia a superioridade militar dos Estados Unidos. No ano passado, Pequim intensificou sua campanha de assédio militar em torno de Taiwan e continuou suas ações agressivas nos mares da China Meridional, comportamento que tem atraído consistentemente condenação internacional.

O regime também está tentando estabelecer uma base naval permanente na Guiné Equatorial, um pequeno país da África Central ao longo do Oceano Atlântico. Se construída, esta seria a segunda base militar no exterior da China, como atualmente possui uma em Djibouti, do outro lado da África.

Outra preocupação centra-se nas “práticas de empréstimo predatórias” de Pequim, declarou ela, referindo-se à iniciativa “Um Cinturão Uma Rota” (BRI, em suas siglas em inglês) da China, um enorme projeto de investimento em infraestrutura global lançado em 2013 que visa fortalecer a influência do regime político e económico no estrangeiro.

O BRI foi criticado por autoridades americanas por ser uma forma de “diplomacia da armadilha da dívida”, que sobrecarrega os países em desenvolvimento com uma dívida insustentável. Por exemplo, em 2017, uma empresa estatal chinesa assumiu o controle do porto de Hambantota, no sul do Sri Lanka, com um arrendamento de 99 anos após o país não ter pago seu empréstimo do BRI.

Para Cammack, as campanhas de desinformação global do regime chinês também estão se tornando “mais astutas e ainda mais terríveis”.

Em 2019, por exemplo, houve tentativas de desacreditar os protestos pró-democracia em Hong Kong. Pequim também conduziu operações para atingir os americanos em um esforço para explorar as divisões quanto à pandemia da COVID-19.

“Algumas das ações mais nefastas que o regime chinês tomou se originam diretamente da propaganda que eles produzem e espalham pelo mundo”, afirmou Cammack.

“Tornou-se um grande desafio determinar se as informações em um ciclo de notícias de 24 horas são realmente boas e confiáveis”. Em vez disso, elas podem realmente ser parte de “uma disseminação deliberada de desinformação” pela China, acrescentou.

As extensas violações aos direitos humanos pelo PCC contra grupos étnicos e religiosos assim como com dissidentes, também atraíram crescente condenação internacional. A repressão de Pequim aos uigures e outras minorias muçulmanas foi considerada genocídio pelo governo dos Estados Unidos. Especialistas também classificaram como genocídio a perseguição do PCC, a mais de duas décadas, ao grupo religioso Falun Gong.

“[O PCC] nega muitas dessas violações aos direitos humanos”, afirmou ela. “Porque eles realmente ajudam a encobri-las, devemos agir para responsabilizá-los”.

O projeto de Cammack lista outros ataques do PCC, incluindo roubo de propriedade intelectual americana, espionagem cibernética e suas ameaças contra Taiwan.

Com 17 co-patrocinadores até o momento, Cammack afirma que espera “ver mais pessoas embarcarem” em breve. As Olimpíadas de 2022 em Pequim trarão “uma avalanche de desinformação”, declarou ela, enquanto o regime chinês tenta encobrir seu envolvimento no estranho desaparecimento da tenista chinesa, Peng Shuai.

“O PCC não é nosso amigo; ele não é nosso aliado”, destacou Cammack.

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