Crianças queimadas durante incêndio em favela seguem internadas

Duas crianças – um menino de 5 anos e uma menina de 3 anos, estão internados no Pronto Socorro Tatuapé após terem sofrido queimaduras ontem (2) durante o incêndio na Favela Fazendinha, no bairro Penha, em São Paulo. Uma gestante e um homem, cujas idades não foram informadas pela Defesa Civil, também foram socorridos com intoxicação e levados ao mesmo hospital. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o estado de saúde deles será divulgado somente no início da tarde de hoje (3).

O fogo começou por volta das 15h20 de ontem e foi controlado às 23h. Na manhã de hoje, no entanto, bombeiros ainda trabalhavam no local para conter pequenos focos de incêndio. Segundo o Corpo de Bombeiros, 90% dos 400 barracos que formam a comunidade, localizada entre o Córrego Aricanduva e um conjunto de prédios em construção, foram atingidos. Um cadastro feito durante a madrugada confirmou que 1,6 mil pessoas estão desalojadas.

O coordenador-geral em exercício da Defesa Civil Municipal, coronel José Kato, informou que a prefeitura ofereceu abrigo aos desalojados no ginásio do Clube Unileste, no bairro Jardim Maringá, no entanto ninguém foi para lá. Muitos moradores dormiram na rua, no entorno da área incendiada e alguns foram para a casa de parentes.

No início da noite de ontem, ainda durante o incêndio, moradores e policiais militares entraram em confronto. Indignados com a situação, eles fizeram um protesto por moradia e tentaram montar uma barricada com um carrinho de material de reciclagem, mas foram contidos pela polícia, que reagiu com bombas de efeito moral e balas de borracha.

“Algumas pessoas jogaram pedras, por isso tivemos que atuar. Estamos conversando com alguns moradores que fizeram o protesto. Entendemos a situação das pessoas, que ficam mais exaltadas. Por isso, tivemos que dispersar”, justificou o major Márcio Santiago que comandava uma tropa de 60 policiais no local.

Os moradores ouvidos pela reportagem da Agência Brasil contestaram a versão da polícia. Eles negam ter agredido os policiais. “Como a gente ia jogar uma pedra se aqui está cheio de crianças?”, questionou Juliana Martins, de 19 anos. “É nosso direito protestar. Aqui já pegou fogo outras duas vezes, mas nunca acontece nada”, acrescentou Juliana que trabalha como babá.

O líder comunitário Ronaldo Silva disse que a favela existe há seis anos e que este é o terceiro incêndio que atinge a comunidade. “Já é a terceira vez que a gente passa por um incêndio e não fizeram nada. Eu mesmo já perdi tudo três vezes. O que as pessoas aqui querem é moradia”, ressaltou.

 

Esse conteúdo foi originalmente publicado no portal EBC 

 
 
 

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